Democracia brasileira

Galgamos grandes espetáculos e sem que tenhamos notado ficamos parados em nossas cadeiras diante de um palco sem emoções e movimentos que poderiam nos dar a profundidade do que esperávamos assistir. Fomos por mais uma vez enganados na compra de nossos ingressos, usados e ludibriados por uma direta que é intensamente indireta para o povo brasileiro.
Achamos que havíamos crescido, criado asas para imaginarmos um país melhor e direcionado ao futuro de nossa melhor e mais importante vida. Nos sentimos livres diante de um palco que não nos trouxe o show da liberdade em raios fugidos, mas a discrição que a liberdade era apenas um complemento maldoso do princípio egoísta de poucos. Ultrapassamos a nossa barreira da imaginação, onde os vastos poderes de nossas lideranças mentirosas geravam a vingança sobre os pontos suavizadores de nossos enganos. Sentados ficamos imaginando se houvesse em nossos sonhos a tão sonhada democracia de um povo livre, onde as escolhas seriam livres, onde os pontos de ida seriam livres, onde o amor por nosso lindo hino nacional seriam livres. Estamos achatados em nossas cadeiras vendo tudo como era antes! Nada mudou, nada se transformou ou fez valer o direito que deveríamos ter ao nos sentirmos próximos de nosso palco. Mas que palco seria esse? O palco de nossa ignorância, de nosso desinteresse e pela pouca capacidade que ainda não descobrirmos ser a nossa real finalidade. Estamos finalizados, bloqueados por políticos inescrupulosos que nos veem como sombras que preenchem apenas suas intensões de votos a cada quatro anos. Repetem suas estratégias antigas e achamos que são jovens com pesamentos de respeito e igualdade. Na verdade continuam sendo farinha do mesmo saco, do mesmo turbilhão nascido do nascimento de nossa descoberta em vinte dois de abril de mil e quinhentos. De lá pra cá apenas fomos colônia dos desmandos de uma meia dúzia de oportunistas medíocres. Aceitamos tudo isso e continuamos ensinando nossos filhos a sermos enganados e desqualificados em nossas escolhas que nunca existiram. Somos tolidos e descaracterizamos a esperança de uma construção nacional. Estamos sendo arrasados por uma guerra de falsidades e sorrimos como marionetes que aceitam tudo diante de nossas cadeiras confortáveis que ferem a nossa já amassada bunda. Até quando vamos aceitar as mentiras que nos roubam os direitos em sermos felizes diante da miséria que vemos todos os dias? Não quero e não vou acreditar que a ignorância que eles fazem ressaltar seja mais valorosa que a nossa intenção de acertar! Cabe a nós brasileiros exigirmos uma real democracia que nos enverede a escolhermos quem somos e quem queremos ter como nosso líder no Planalto Central de nosso território nacional. As cabeças pensantes que lá chegaram pensavam neles e, por eles, nunca houve o respeito que merecemos ter. Desde o império até hoje em nossa república, fomos obrigados a votar, a morrer de fome a beira de um palco que não há show ou espetáculo que cubra nossa vida de esperança. Temos o direito de gerar a pauta de necessidades e de empenho ao líder a que venhamos escolher e, caso não tenhamos esse candidato, que sejamos percussores da liberdade que tanto queremos ter. Em nossa bandeira tremula a frase: "Ordem e progresso." Mas onde está a ordem ou o progresso que ainda não temos? Pense nisso antes de dar seu voto a alguém que ficará por mais quatro anos comandando as nossas vidas e a nação de nós brasileiros.

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