Poesia:Distante

Distante
                                       ( Eder Roberto Dias )

E da solidão faço toada;
Uma mensagem nua que de tão impura se perde na imensidão dos que se vestem de medo e arrogância;
Ajudo com a minha mão a antologia viva de quem sabe o valor do tempo...
Um espaço que não se vai, mas fica na memória de quem sente a sua própria ausência.

É como se fosse uma torneira teimosa que deixa ao ouvido de quem ouve, os vários pingos d’água que fogem de sua boca frouxa;
Sozinhas escorrem e se vão sem terem a importância de lavar algo que esteja sujo.

Um murmúrio se precipita em meio ao escuro que se acende na penumbra de esbarrar em tudo que não conseguimos ver;
Não vemos, não somos, não estamos...

Apenas sentimos que o vazio que se espalha nos sufoca no suplício melancólico de ficar distante quando desejaríamos estar presente.

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